Taxa de rejeição do site

Como identificar e reduzir a taxa de rejeição no seu site?

Também conhecida como Bounce Rate, a taxa de  rejeição corresponde ao número, em percentagem, de visitantes que acederam apenas a uma página de um site, sem realizar qualquer interação como, por exemplo, acederem a uma nova página ou clicarem num botão.

Quando uma empresa cria o seu website, deverá estabelecer os objetivos que quer alcançar com este, seja um download, a subscrição de uma newsletter, uma compra ou um pedido de orçamento. 

Regra geral, para que esses objetivos sejam cumpridos, são necessárias interações no site, por parte do visitante. Uma vez que este não interage ou sai do site sem aceder a uma nova página, o objetivo não foi cumprido. 

A importância de acompanhar a taxa de rejeição

É fundamental acompanhar a taxa de rejeição, já que dessa forma, é possível recolher informações acerca da eficácia de algumas técnicas aplicadas, como os Calls to Action. Além disso, a taxa de rejeição pode ser reduzida, aumentando também a conversão, se forem feitas otimizações e criados planos de melhoria. 

A taxa de rejeição tem um peso ainda maior, quando se trata de Google Ads, significando que está a ser desperdiçado dinheiro investido em cliques, aumentando, por consequência, o custo por lead. Quando é calculado o índice de qualidade, a taxa de rejeição é considerada, sendo que quanto maior esta for, menor será o índice de qualidade e maior o custo por clique da campanha. 

Medir a taxa de rejeição

Um dos erros mais comuns em medir a taxa de rejeição, é avaliá-la de uma forma geral, quando deve ser analisada pormenorizadamente. 

Primeiramente, deve ser analisada a taxa de rejeição dos links de terceiros, ou seja, medir a taxa de rejeição dos links que originam tráfego. É natural que não seja constante e que algumas fontes apresentem um desempenho superior a outras, à semelhança do que acontece também com a taxa de rejeição das páginas mais visitadas. A empresa deverá refletir e avaliar aprofundadamente a razão pela qual algumas fontes ou páginas não estão a alcançar o desempenho esperado.

Caso exista investimento, por parte da empresa, em criação de conteúdo, deverão também ser analisadas as palavras chave, tanto a nível de pesquisas orgânicas como pagas, que criam tráfego para o site, para que as palavras mais importantes tenham uma taxa de rejeição menor.

De entre as várias técnicas a aplicar para reduzir a taxa de rejeição por palavra chave e a taxa de rejeição das páginas mais visitadas, podemos destacar os testes A/B nas Landing Pages, que indicarão se existe algum elemento que limite a conversão e que, por essa razão, faça com que a taxa de rejeição seja mais elevada.   

Também será uma boa solução analisar se as páginas às quais os visitantes acedem, de forma orgânica, têm um conteúdo relevante e que vá de encontro à procura do público alvo. 

Quando o objetivo é identificar e reduzir a taxa de rejeição num blog, o processo difere do já abordado neste artigo.

É comum que alguém visite um blog para ler ou consultar um determinado artigo, não acedendo a mais nenhuma página porque já é um visitante habitual e não por não ter gostado ou por não ter interesse, como normalmente acontece num website em que os visitantes acedem apenas a uma página e saem. 

Para analisar a taxa de rejeição de um blog, deverá avaliar-se a taxa de rejeição de quem é um novo visitante, isto é, de quem nunca acedeu ao blog anteriormente. 

Caso se registe uma taxa elevada, devem ser analisados os Call to Action, por forma a compreender se estes são eficazes, bem como se as palavras chave que criam tráfego se relacionam com o conteúdo e se é possível criar um vínculo, através de redes sociais ou assinaturas por e-mail, por exemplo. 

A taxa de rejeição dos novos visitantes poderá ser reduzida através de uma boa estrutura do texto do blog. É aconselhado que não sejam escritos parágrafos demasiado extensos e as ideias deverão estar bem destacadas, através de subtítulos e uma linha de raciocínio em cada tópico. 

De seguida, deverão ser utilizados links internos, incluindo num post outros artigos ou links que possam acrescentar valor ou que aprofundem o assunto, bem como Calls to Action. 

Além disso, os textos não deverão aparecer na íntegra na página inicial, porque isso fará com que não exista necessidade de clicar no post para o ler na totalidade e o visitante sai do blog, acedendo apenas à página principal, fugindo do objetivo. 

Por fim, o conteúdo deverá ir de encontro ao que o visitante espera encontrar e procurou antes de entrar no blog. 

Em último lugar, pode verificar-se, num website, a taxa de rejeição nas Landing Pages. 

O objetivo de uma Landing Page é atrair para o conteúdo esperado, significando que deverá ir de encontro à expetativa do visitante, para que possa originar bons resultados. 

  •  A Landing Page não é compatível com os dispositivos móveis, visto que para um website estar disponível nestes dispositivos terá de ser adaptado. 
  •  As chamadas de divulgação poderão não ir de encontro ao que é oferecido na página e, portanto, alguém entra no site e não encontra o que procura, geralmente, porque o banner com o Call to Action que levou o visitante à Landing Page não está alinhado com o conteúdo oferecido. 
  • O layout não exibe o mais importante em primeiro lugar e de imediato.
    Além de um aspeto visual que capte a atenção dos utilizadores, o layout deverá contemplar as informações mais importantes da página, evitando que seja necessário fazer scroll down para aceder aos dados que poderão decidir a conversão. 
  • A poluição visual também poderá ser um fator que gera taxa de rejeição na Landing Page, visto que o objetivo deste elemento é originar conversões. A verdade é que existem poucos segundos para captar a atenção do visitante, devendo ser evitados elementos de distração, como por exemplo demasiadas imagens, animações ou links. 
  • Muitas vezes, as empresas optam por colocar, nos seus sites, formulários extensos e que exigem o preenchimento de demasiados campos. Mas a realidade é que essa prática aumenta a taxa de rejeição da página, sendo que muitos visitantes são impacientes, pretendem soluções rápidas e eficazes e não gostam de despender muito tempo a preencher formulários. 
  • Em último lugar, o botão de conversão poderá não ter ênfase ou estar mal posicionado. Assim que entre na página, o utilizador deverá compreender qual o benefício em preencher o formulário, o que aumentará as conversões.

Então, posto isto e já conhecidas as razões pelas quais um website poderá registar uma taxa de rejeição mais elevada, e ainda que tenham já sido apresentadas algumas soluções, é importante saber como contrariar esta tendência. 

  1. Enviar newsletters é sempre uma boa prática, para fazer com que o conteúdo chegue até ao utilizador, sem que este tenha de realizar qualquer ação, ficando guardado na caixa de entrada do seu e-mail, para que possa ler quando lhe for mais conveniente.
  2. É preciso compreender os formatos de conteúdo que farão mais sentido ao público da respetiva empresa. Alguns exemplos são os áudio, infográficos, para o qual se recorre, muitas vezes, à plataforma Canva e entrevista.
  3. Além do já mencionado, não deverão ser incluídos pop-ups e Plug-ins desnecessários, bem como title tags e meta descriprions desadequados ou mal otimizados. Além disso, há que ter em atenção o tempo de carregamento da página, que deverá ser curto. Páginas em branco e erros técnicos também não deverão acontecer, assim como um elevado tempo de carregamento da página.

Mediante a análise destes aspetos e a compreensão das boas práticas apresentadas, deverão ser tomadas decisões e ações para que a taxa de rejeição de um website ou de um blog seja cada vez menor e, por sua vez, se verifique um aumento das conversões. A Blue Bolt tem profissionais qualificados, que o podem ajudar.